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Samsung LED TV ou a grande diferença entre LCD/LED TV e Plasma/OLED

Por Marcelo Martins em 27 de junho de 2009 às 21:54

Acontece sempre. Sempre tem algum marqueteiro espertinho que tenta enganar o consumidor com propagandas cheias de meias verdades. Infelizmente na maioria das vezes funciona. É o caso da nova Samsung LED TV. Você já deve ter visto a propaganda na TV. Impressionante, TV de LED, fininha, linda. Se não fosse o maior papo furado.

Diferença principal entre o LCD e o Plasma: a geração da LUZ

Nos últimos anos, com a popularização das TVs de LCD e Plasma, muito se discutiu os prós e os contras das duas tecnologias. Só que a questão principal, que a maioria das pessoas não entendem, é o principio das duas tecnologias, ou como elas geram a luz que formam as imagens.

Basicamente, e de forma bastante resumida, no LCD, o “crístal liquido” forma as imagens agindo sobre uma fonte de luz que vem de traz do painel, normalmente é uma lampada fluorecente. Isso mesmo, uma lampa fluorecente, que gera uma luz branca, em toda a tela. Na camada da frente, os pixeis são como pequenas “portinhas” que deixam a luz passar transformando em cores e formando as  imagens, letras e tudo mais. O grande problema dessa abordagem de geração da luz, é quando alguma parte da tela não precisa de luz, ou seja, as “portinhas” estão fechadas para mostrar algo em PRETO. O problema aqui é que mesmo fechadas, sempre passa um pouco de luz por essas “portinhas”, e isso tem relação com as taxas de contraste sempre baixas nas TVs de LCD, onde o preto é quase sempre um cinza muito escuro.

Basicamente, e de forma bastante resumida, no Plasma, cada pixel usa o gas do Plasma para gerar sua própria energia, fazendo com que, quando for preciso um pixel preto, ele simplesmente apaga. Por isso as TVs de plasma tem taxas de contraste  muito maiores que a LCD. Por isso as imagens das TVs de Plasma sempre serão mais “vivas” comparando com as TVs de LCD. Essa abordagem também tem vários problemas. Todo mundo já deve ter ouvido falar que TVs de Plasma as imagens podem ficar marcadas na tela, não funcionam bem em altitudes elevadas entre outros.

A idéia aqui não é dizer qual tecnologia é a melhor, isso já existe discutido em milhares de lugares na Internet. Quero apenas esclarecer a questão da geração de luz, que é uma informação pouco comentada.

E a Samsung LED TV?

E então vemos a propaganda na TV dessa maravilhosa Samsung LED TV. O que vem direto a sua cabeça? Uma TV, com milhões de LEDs acendendo e apagando, formando maravilhosas imagens na sua frente. Mas não é nada disso.

Essa TV é e sempre será, a boa e velha TV de LCD. Sim, é uma TV que tem uma fonte traseira gerando a LUZ, e uma camada na frente com o cristal liquido e suas “portinhas” gerando as imagens. E o LED entra aonde? Justamente na fonte geradora de Luz.

Nas TVs de LCD normais, a fonte de luz são lampadas fluorecentes. Nessa TV são LEDs brancos posicionados atrás do painel. Isso trás diversas vantagens, como o espessura da TV, e ainda propicia algumas técnicas que podem apagar alguns LEDs melhorando o nível do preto. Mas o problema de vazamento de luz no LCD continua existindo, não podendo se comparar com as TVs de Plasma onde cada pixel gera sua própria luz.Essa TV é sim uma evolução do LCD, mas de forma alguma é uma revolução, ou a TV perfeita, ou alguma coisa do tipo.

O futuro é OLED, não LED TV.

O OLED é o que existe de melhor em tecnologia para TVs atualmente. São LEDs orgânicos que representam os pixeis, e que geram sua própria luz, como nas TVs de Plasma. Qual o problema (e sempre tem um problema)? Por enquanto ainda é muito caro produzir uma TV de OLED.

Mas o futuro nos reserva TVs muito melhores do que temos atualmente no mercado (principalmente o brasileiro). Com o OLED vai ser possível ter TVs muito finas e flexíveis. Veja o vídeo abaixo:

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categoria: Uncategorized

Javali 2009 e Java EE 6.0

Por Marcelo Martins em 23 de junho de 2009 às 23:40

Consegui um tempo nessa manha para ir no Javali 2009, no prédio do SERPRO aqui em Porto Alegre. O evento é legal, tem gente importante e com muito conhecimento, e além de tudo é grátis. Eu como não vou no FISL desse ano vi uma boa oportunidade de participar.

Sobre os assuntos abordados, eu queria comentar sobre o Java EE 6.0. Tenho me interessado bastante e acompanhado de perto desde o ano passado. Seu lançamento está previsto para setembro desse ano, e promete muitos novos recursos. Parece que agora vai ser possível desenvolver sistemas usando Java EE puro sem ficar com um sentimento de “tem alguma coisa errada ai”.

Junto com a evolução do Java EE, tem a evolução do GlassFish, com a promessa de mais poder e mais facilidade. Ao mesmo tempo. Foi comentado sobre as capacidades do GlassFish em rodar aplicações DJango com Jython, Ruby on Rails com JRuby além do Grails com o Groovy. Com isso as pessoas aproveitarão todas facilidades das linguagens dinamicas e continurão desenvolvendo sem usar Java EE puro :) .

Brincadeiras a parte, a evolução do Java EE para mim é muito positiva, apesar de um pouco demorada. A ultima versão do Java EE saiu em 2005. São 4 anos sem muitas novidades “oficiais”. A vantagem é que parece que a Sun (ou a Oracle agora) vai atender aos desejos dos desenvolvedores.

Para mim, as grandes novidades são o uso de anotações em todas configurações, quase eliminando os arquivos xml (o web.xml já era) e modularização através dos profiles, que vai facilitar a criações de aplicações simples, sem a commplexidade atual do Java EE. Sempre ouvi que com Java era simples fazer coisas complexas e difícil fazer coisas simples, agora parece que vai mudar esse cenário.

Ainda tem grandes melhorias no JSF 2.0, que para quem tem algum tipo de preconceito com o JSF deveria olhar de novo. O EJB 3.1 mais facil do que nunca (as features de timer são muito legais). E o JPA 2.0 que agora terá os recursos que faltava e que me faziam continuar usando a API do Hibernate (sim Criteria, eu estou olhando pra você).

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categoria: desenvolvimento

5 anos de EraInfo

Por Marcelo Martins em 10 de junho de 2009 às 20:25

Simmm, esse blog é imortal e contrariando todas estatísticas continua ativo. Não é todo blog que chega a essa idade e então tenho que comemorar. O motivo de estar devagar ultimamente é que coisas novas vem por ai, tenho trabalhado muito e ficando mestre no WordPress.

Um visual novo para esse ano, e que venha o sexto aniversário com milhares de novos posts!!

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categoria: geral

Rapidinha: 40.378 acessos.

Por Marcelo Martins em 29 de abril de 2009 às 14:00

:)

Agradeço a todos que de vez em quando aparecem por aqui.

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categoria: geral

Rapidinha: Geocities, descance em paz

Por Marcelo Martins em 24 de abril de 2009 às 11:26

R.I.P. SouthBeach/4928. Você serviu muito bem atravéz de muitos redesigns, mapas de imagens, GIFs animadas e pequenos arquivos MIDI.

Frase tirada daqui.

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categoria: internet

A Oracle, a Sun Microsystems e perguntas ainda sem respostas

Por Marcelo Martins em 22 de abril de 2009 às 01:00

A Sun estava mal das pernas, todo mundo sabia, a IBM estava se oferecendo para comprar, todo mundo também sabia. O que ninguém sabia, ou esperava, era que a Oracle iria fechar o negócio primeiro, e levou a Sun Microsystems por 7,4 bilhões de dólares. Então agora, todos nós que trabalhamos com Java, podemos dizer que trabalhamos com produtos Oracle. O que ninguém sabe ainda é se isso é bom ou ruim.

A Oracle é uma empresa gigante, está entre as maiores empresas de software junto com a Microsoft, SAP e IBM. A Oracle tem uma receita milionária não só pelo seu famoso banco de dados, mas também por servidores de aplicação, ERP’s, e até mesmo servidores de e-mail. É uma empresa saudável (diferente do que era a Sun Microsystems) e crescendo rapidamente. Muito do seu crescimento veio de aquisições, a Oracle tem comprado empresas dos mais variados ramos, sempre voltado para o mundo empresarial. Sua ultima grande compra foi justamente a Sun, que é conhecida mundialmente por seus servidores, e pela Plataforma Java, e a Oracle é talvez a empresa que mais ganhe dinheiro com a Plataforma Java, o que faz a compra ter sentido.

Já a Sun é uma empresa estranha. É a responsável pela maior plataforma de desenvolvimento não Microsoft mas não consegue ganhar dinheiro com isso. É conhecida pela qualidade do seu hardware e o solaris, mas atualmente também não consegue ganhar dinheiro com isso. O presidente da Sun, Jonathan  Schwartz, assumiu prometendo fazer a empresa crescer, mas comprou uma empresa de storage, a  StorageTek, por 4 bilhões. Mais da metade do que a Sun inteira foi vendida. Teve ainda o MySQL por 1 bilhão também sem muito retorno. E então começaram as especulações sobre sua venda.

O fato é que a Oracle tem uma grande vantagem sobre a Sun. Seus vendedores. Explico, o “pre-venda” e o marketing da Oracle em cima das grandes empresas é muito forte. É quase uma IBM dos anos 80 com seu bordão “ninguém nunca foi demitido por comprar IBM”. Eles vendem muito, e pior (ou melhor, depende) vendem qualquer coisa.

Em geral, os produtos menores que a Oracle vende são bem fracos, pra não dizer ruins. Já trabalhei com o servidor de sistema corporativo de email deles e era muito pior que a maioria dos produtos semelhantes open source. Mas o da Oracle tinha a grande vantagem de ser da Oracle. Eles iam enrolando, enrolando até sair uma nova versão, menos ruim, e vinha o papo: agora está melhor. Estava mesmo, mas ainda muito inferior que a concorrencia. Mas isso não importava muito.

O que vamos ver agora, é como essa “vantagem” da Oracle vai trabalhar em favor dos produtos da Sun. Mais especificamente em cima do Java, que tem uma base gigantesca de desenvolvedores, que estão ansiosos por mais agilidade no desenvolvimento java. De fato a Sun fez um bom trabalho com o Java, mas o desenvolvimento é muito lento, é o que eu chamo de “devagar e sempre”. Algumas tecnologias são implementadas por desenvolvedores terceiros, e muitos anos depois são incorporadas ao Java. Outro detalhe é que a Sun não tem uma real penetração dentro da maioria das corporações, coisa que a Oracle tem, principalmente com seu banco de dados .

Mas algumas questão estão completamente abertas e por enquanto ninguém consegue responder.

  • O que vai realmente acontecer com o Java?
    É só especulação no momento, mas realmente ninguém sabe. Muitos ainda preferiam que a IBM comprasse a Sun por causa da Plataforma Java. O que se pode afirmar é que é praticalmente impossivel uma grande reviravolta no seu desenvolvimento já que a muito tempo ele é feito em colaboração de muitas empresas, incluindo a Oracle, atravéz do JCP.
  • O NetBeans vai deixar de ser financiado ou o JDeveloper vai morrer?
    Dizem por ai que a Oracle estava querendo reescrever sua IDE. Nesse caso a chance de o NetBeans crescer e virar a IDE padrão da Oracle é grande. Caso contrario pode ser que a IDE fique sem patrocínio.
  • Como será a continuidade do Open Office?
    Nessa questão eu tenho a esperança que a Oracle vai melhorar muito o desenvolvimento do Open Office. A Sun usava o Open Office quase como um espalhador do JRE. Já a Oracle pode usar como arma contra a Microsoft e o Office.
  • Será o fim dos processadores SPARC?
    Talvez. O SPARC é cada vez menos usado em detrimento aos processadores baseados no x86. Questão de custo/benefício.
  • O que vai acontecer com o Solaris?
    Mistério. Pode ser que a Oracle resolva fazer alguma coisa interessante com ele. Talvez não.
  • E a grande questão: Como fica o  MySQL nessa história toda?
    O MySQL é a grande preocupação da maioria das pessoas na aquisição da Sun pela Oracle. Banco por banco a Oracle já tem um monte, de vários tamanhos. O MySQL sobra. A Oracle pode por seu nome nele e faze-lo ainda mais onipresente. Ou pode matar ele. O que se pode esperar é que caso a Oracle descontinue o MySQL a comunidade open source vai se encarregar de dar continuidade ao seu desenvolvimento.

Com o tempo todas essas perguntas terão uma resposta final, só nos resta esperar. Eu como desenvolvedor Java fico torcendo para que boas novidades aparecam.

ATUALIZAÇÃO: Achei esse artigo na Computer World que mostra que nos ultimos 2 anos, com a Sun, a Oracle já comprou 24 empresas.

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categoria: desenvolvimento

UNESCO premia blogueiro brasileiro por contribuição a lingua portuguesa

Por Marcelo Martins em 1 de abril de 2009 às 00:00

Passou despercebido, mas está noticiado no site da ONU. No dia no dia 11 de março a UNESCO realizou a entrega simbólica do premio por contribuição a língua portuguesa (em francês). Como no Brasil e em países que falam a língua portuguesa nós temos poucos voluntários que fazem o trabalho de agregar conhecimento, essa iniciativa deve ser louvada.

O premio visa um reconhecimento para quem já está a muito tempo fazendo o que quase ninguém faz: traduzindo textos de outras línguas para o bom e velho português. E se a gente parar pra pensar, quem tem tempo para isso nos dias de hoje? Por isso é tão importante lembrar dessas pessoas. Traduzir texto é um trabalho difícil, e toma tempo, toma o lugar do lazer, da família e outros assuntos pessoais.

Segundo o trecho da noticia (em francês):

“Plus de 20 000 titres vont être mis à la disposition des pays lusophones grâce à une initiative brésilienne a annoncé le 11 mai à l’UNESCO le ministre brésilien de la Science et de la Technologie.”

“Mais de 20.000 textos já foram traduzidos por iniciativa do brasileiro, e o premio mostra a importância que a UNESCO da a Ciencia e Tecnologia”

E mais (em francês):

“Pour tous ces usagers en cours de sélection, pays par pays, l’accès sera gratuit, indique un communiqué de l’Organisation des Nations Unies pour l’éducation, la science et la culture (UNESCO) paru aujourd’hui.”

“Ele diz que faz isso pelo dinheiro que é pago com as propagandas, mas nós sabemos que hoje em dia ninguém clica em anúncios. Esse é trabalho gratuito e demostra a humildade de quem está recebendo esse premio da UNESCO“.

Acho que só resta a todos blogueiros do brasil se sentirem honrado e seguir o exemplo desse mestre da tradução.

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categoria: internet

Não seja tolo – 2009

Por Marcelo Martins em 31 de março de 2009 às 20:29

No japão já passa da meia noite. E como em todo ano, no dia primeiro de abril milhares de notícias falsas inundarão a Internet.

Então fique esperto, as noticias desta quarta que forem verdadeiras terão algum aviso do tipo: NOTÍCIA VERDADEIRA
:)

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categoria: internet

Rapidinha: Video game Zeebo não!

Por Marcelo Martins em 24 de março de 2009 às 17:57

Não passa de um celular com chipset Qualcomm em uma caixa de video game com saida pra TV e entrada pra controle. O processador é um ARM de 500Mhz e roda jogos em Brew.

“Tudo isso” mais caro que um Playstation 2.

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categoria: geral

A Apple e o iPhone caindo na real.

Por Marcelo Martins em 23 de março de 2009 às 01:51

Com esse título você já deve estar esperando um posto detonando a Apple e seu telefoninho não é? Mas não é nada disso. Continue lendo amigo leitor que você vai entender!

Caindo na Real, é o título em português de um livro sobre desenvolvimento de software que li ano passado (a propósito, li o livro todo pelo celular). O original se chama Getting Real publicado pela empresa de software 37 Signals, que dentre muitas criações tem o famoso Ruby on Rails. Sua descrição no próprio livro é: “é uma pequena equipe que cria software simples e focado”.

A 37 Signals usa a filosofia do Getting Real para o desenvolvimento ágil e a criação de softwares simples e uteis com melhoria continua. As melhorias são baseadas no feedback de usuários do mundo real, buscando o que é mais importante. Essa filosofia deu origem ao livro Getting Real que pode ser lido de graça completo e em português direto pelo site. Eu recomendo muito a leitura desse livro por qualquer pessoa, vale a pena.

Então essa semana, com o lançamento do iPhone OS 3.0 me veio a relação direta entre a Apple com o iPhone, e a filosofia empregada pela 37 Signals com o Getting Real. Não quero em hipótese alguma dizer que a Apple está seguindo os ensinamentos do livro (eu seria apedrejado por isso, mesmo que fosse verdade), mas quero listar apenas algumas semelhanças de comportamento. Vejam elas.

O capítulo 1 do livro é a apresentação e introdução da idéia toda, então o livro começa mesmo pelo capitulo 2, e o primeiro título desse capitulo é:

Construa Menos. Faça menos que sua competição
…
O senso comum diz que para vencer seus competidores, você precisa estar um passo a frente. Se eles possuem quatro funcionalidades, você precisa de cinco (ou 15, ou 25). Se eles gastam X, você precisa gastar XX. Se eles têm 20, você precisa 30.

E então da a idéia:

Faça menos que a concorrência para desbancá-los. Resolva os problemas simples, deixe os problemas cabeludos, difíceis e desesperadores para os outros.

Agora vamos pensar. Menos funcionalidades. Resolver problemas de maneira simples. Ninguém precisa de 2 segundos para responder qual o smartphone no mercado tem MENOS recursos, e qual é o mais fácil de usar. Basta lembrar em 2007, a Apple lançando um telefone celular sem MMS, recurso básico que qualquer telefone barato. Ou ainda lembrar que hoje, em pleno 2009, a Apple vende seu telefone considerado avançado mas não faz videos, o aparelho é 3G mas não faz video chamadas. A questão é que apesar de tantos “menos” ninguém se importou com isso e em quase 2 anos já vendeu 17 milhões de unidades. Exatamente como manda a filosofia do Getting Real.

Mais um exemplo, no capitulo 5 o título é:

Meio, Não Meia-Boca. Faça meio produto e não um produto meia-boca
…
Atenha-se ao que é verdadeiramente essencial. Boas idéias podem ser tiradas da gaveta. Pegue tudo que você acha que seu produto deve ser e corte pela metade. Remova funcionalidades até que você obtenha apenas o essencial. E então, repita o processo.

Alguém mais está vendo o iPhone aqui? A versão 3G do iPhone não manda MMS, mas o browser é maravilhoso. Não faz vídeos, mas maximiza as fotos espichando os dados. É isso, faz pouco, mas o que faz tem que ser bem feito.

E logo após vem a parte que eu mais gosto:

Comece com Não. Faça com que as funcionalidades dêem duro para ser implementadas
…
Cada novo pedido de funcionalidade que vem até nós encontra um não. Nós ouvimos mas não agimos. A resposta inicial é “agora não”. Se o pedido continua a aparecer, então sabemos que é hora de um olhar mais profundo. Somente então nós começamos a pensar na funcionalidade de fato.

E num capitulo mais a frente, o livro retorna a falar sobre os recursos pedido:

Então o que você faz com todos esses pedidos (de novos recursos)? Onde você os guarda? Como você os gerencia? Você não faz isso. Você apenas os lê e então os joga fora.

Sim, leia, jogue fora e esqueça-os. Pode soar como heresia mas os realmente importantes irão, com certeza, reaparecer. Esses são os únicos que você precisa se lembrar. Esses são os realmente esseciais. Não se preocupe em organizar e guardar cada pedido que aparecer. Deixe seus clientes serem sua memória. Se a funcionalidade for realmente necessária, eles te lembrarão até que você não consiga esquecer.

Quantas vezes você ouviu alguém berrando por um copiar e colar no iPhone, ou pelo MMS? Está tudo ai no iPhone OS 3.0. Mas foi preciso 2 anos de muito barulho. Durante as entrevistas de pessoas ligadas ao desenvolvimento do iPhone, cada pergunta sobre funcionalidades não implementadas recebe como resposta simplesmente um: “- Não temos nada sobre isso“. Mas a Apple internamente deve estar contando os pedidos. É o desenvolvimento do produto baseado no feedback dos usuários no mundo real.

Claro que dá pra imaginar que muitos recursos não implementados fazem parte de uma política maior da Apple, como por exemplo a falta de um radio FM nos seus media players, mas boa parte dos recursos faltantes do iPhone devem vir no futuro.

Isso quer dizer que eu imagino que em algum tempo deve vir nativamente o recurso de fazer filmes, ou mesmo ter uma câmera melhor (aqui envolve custos). Do mesmo modo outros recursos não devem aparecer por uma questão de modus operandi da empresa, como a capacidade de executar programas em segundo plano (ou você acreditou na desculpa da bateria?)

É sem dúvida um modo interessante de trabalhar, apesar de eu achar que funcione melhor para o desenvolvimento web, que é o foco do livro da 37 Signals, a relação com o desenvolvimento do iPhone inevitável. E ainda me pensar que coisas boas seguirão vindo para o iPhone no futuro.

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categoria: celulares
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