Dica para quem tem NET Virtua: Mais velocidade pelo mesmo preço
A Net lançou os novos planos do Net Virtua. Antes eram 2, 4 e 8 megabits, agora se transformaram em 3, 6 e os impressionantes 12 megabits por segundo.
Os preços são os mesmos em cada faixa. Isso quer dizer que dá pra atualizar a velocidade e continuar pagando o mesmo preço.
Eu tinha o Net Virtua de 2 Mega. Liguei para o atendimento e solicitei a atualização para o de 3 Mega. No final perguntei o preço e a atendente me disse que não mudaria em relação ao que eu pagava com os 2 Mega.
A Net é uma empresa com altos e baixos, e apesar de eles bloquearem meus torrents (vou usar esse argumento quando for cancelar), essa foi uma ótima novidade.
Notícia maravilhosa: Nova versão do Flash Player para Linux funciona perfeitamente
Algumas pessoas dizem que usam linux a algum tempo, outros dizem que usam a alguns anos. No meu caso não dá, porque faz tanto tempo que tenho o Linux como meu SO primário que posso dizer que uso desde sempre. O fato é que uso o Linux a mais tempo do que já usei qualquer outro sistema operacional. Minhas ferramentas estão lá, meus programas que preciso para trabalhar são todos multi plataforma. E tenho a grande vantagem de não me preocupo com virus, spywares, e milhoes de pragas que existem pela internet hoje. Vejo minha esposa usando a internet e fico tranquilo, sei que ela não vai baixar alguma coisa que vai destruir o computador.
Mas tem um detalhezinho que me incomoda. Não são dois problemas, nem três. É apenas um probleminha. O FlashPlayer no Firefox não é perfeito, e a versão para Windows dele é muito melhor. Isso me incomoda, mas não chega a ser um problema, já que o AdBlock do Firefox resolve quase todo o incomodo. Mas eu sei que ele não funciona perfeito.
E a notícia maravilhosa é exatamente sobre esse problema. A nova versão Beta 2 do Flash Player 10, lançada ontem, em 2 de julho, resolve justamente esse problema, e faz o FlashPlayer funcionar maravilhosamente com layers e fundos transparentes. A versão ainda é beta e pode causar problemas, mas sei que quando sair a final, vai ser o fim desse problema, que pra mim é o único incoveniente de usar o Firefox no Linux.
Para isso ser possivel foi preciso um trabalho conjunto com a equipe do Firefox e do Opera.Então parabéns a Adobe, parabéns a fundação Mozilla, e parabéns a Opera. A versão Beta 2 tem muitas melhorias para a versão Linux, e está saindo junto com a versão para os demais SOs.
Se você tem linux, teste agora a nova versão do Flash Player 10 Beta 2, e veja os novos recursos dessa versão.
Um exemplo do problema do Flash no linux. Veja o menu aberto atrás do banner:
Agora veja a mesma página com a nova versão do Flash Player:
A espera continua. Propaganda do N95 8GB
Recebi hoje, a propaganda da Nokia Brasil do N95 8GB. Também vi que já está no catalogo da TIM.
Arquitetura de Software e os Frameworks Java
É uma questão interessante. Na decisão de uma arquitetura para um projeto em Java, analisar as possibilidades de frameworks disponíveis. Eles são muitos. E a decisão vai influenciar diretamente no desenvolvimento, manutenção e no ambiente de produção. Acho que todo mundo já viu alguém falando que não gosta de Java justamente por ter muitas opções.
A 3 anos atrás, comecei a trabalhar no TI da Lojas Renner, e lá, assumi a tarefa de propor uma nova arquitetura, para modernizar o desenvolvimento existente na época. O que existia, era uma arquitetura usada por anos, que era um JSP que gerenciava o fluxo de cada requisição, e chamava uns EJBs que faziam o acesso ao banco de dados.
Naquela época o Struts comandava, mas eu preferia o WebWork por ser uma alternativa mais moderna e achava melhor. Mas eu não queria simplesmente colocar um framework para funcionar. Depois de várias análises, meu objetivo era que não fosse necessário re-escrever as regras de negócio se depois de um tempo a arquitetura mudasse de novo.
Existia também um fator importante. Os desenvolvedores não poderiam perder muito tempo com o desenvolvimento, pois eram os mesmos que estavam envolvidos nos processos da empresa. Por isso eu não poderia criar uma arquitetura muito complicada e cheio de burocracia.
Hibernate? Nem pensar. A equipe de banco tinha vetado qualquer tipo de geração dinâmica de SQL. “Seria pior para os servidores” diziam. Nesse momento o iBatis foi a melhor solução: SQL fora do código Java, SQL escrito pelos programadores e mapeamento objeto relacional. Tivemos alguns problemas com as chamadas de procedures, mas todos foram contornados.
Então criei a primeira versão do framework. Coloquei o WebWork, que chamava uma camada de serviço independente da Web, e esta acessava os DAOs do iBatis para chegar no banco. Os retornos eram em JSP, sem muitas frescuras, como as telas que eles faziam antes. Tive o cuidado apenas de criar alguns padrões de pacotes, e fiz isso de maneira bem rígida.
Funcionou bem, mas algumas coisas me incomodavam. Por exemplo, o mapeamento das ações do WebWork eram feitas em XML, e isso era um saco para os desenvolvedores, que se enrolavam, e gerava conflito na hora de fazer o commit dos arquivos. Com algum desenvolvimento, comecei a ver que o WebWork estava sendo subutilizado, e ainda gerando mais trabalho. Decidi que faria uma solução melhor. Criei um mini web framework, usando o padrão Command, e em pouco tempo coloquei no ar, no lugar do WebWork. Com a estrutura das classes que eu tinha criado, nenhuma classe que já tinha sido escrita teve que ser alterada, eu tirei o webwork fora e coloquei minha solução sem mudar nada. A única diferença é que o desenvolvimento não precisava mais configurar as ações. A grosso modo, o framework “adivinhava” qual classe chamar, e depois “adivinhava” qual JSP iria retornar para criar o HTML de retorno.
Nesse ponto foi interessante. Porque os desenvolvedores tinham se acostumados a criar as ações no XML e meio que se questionaram sobre como o framework sabia a classe Java correta para chamar. Isso foi o Convention over Configuration em ação, que na época o WebWork não suportava, e que se encaixou perfeito no meu objetivo, de facilitar o desenvolvimento.
Com meu código recebendo todas as requisições antes de repassar para as ações, comecei a ter idéias para aprimorar e facilitar o desenvolvimento. E uma delas foi o tratamento dos parâmetros recebidos e enviados. Dediquei um tempo a essa questão, e consegui esconder toda complexidade de tratamento e conversão dos parâmetros que iam ou vinham do HTML. No sistema inteiro, eliminei todas as conversões, e com isso consegui fazer o sistema ficar localizável. Basicamente um objeto com um atributo Date, era convertido para String de dd/mm/yyyy, mas apenas se o Locale fosse em pt-BR, se fosse em en-US a conversão era para mm-dd-yyyy. Isso estava valendo para números e qualquer outra tipo internacionalizável.
Isso deu um “gás” legal, e o tratamento dos parâmetros acabou sendo meu xodó. A questão que quero levantar é, se eu tivesse continuado como WebWork, isso também seria possível, mas provavelmente seria mais trabalhoso, e mais complexo para ser executado. Nem sempre um framework, por melhor se seja, vai resolver o meu problema da melhor maneira.
O melhor framework do mercado para uma determinada função, acaba sendo o mais genérico, acaba sendo um canhão, muito bom para levar para a guerra. Mas as vezes para resolver um problema específico acaba não sendo a melhor solução. É preciso ter cabeça aberta para enxergar as reais alternativas.
Quando me desliguei da Lojas Renner, a um ano atrás mais ou menos, a arquitetura que tinha construído já tinha evoluído bastante. Estava sendo usado por cinco empresas parceiras inclusive eu já tinha repassado o treinamento para uma delas.
Ficou como uma ótima experiência, e principalmente sobre o uso indiscriminado de ferramentas disponíveis. Uma detalhe que eu acertei meio que “sem querer” foi o cuidado com a equipe que iria usar a solução que eu estava desenvolvendo. Eu era o arquiteto que não programava. Apesar de ter feito algumas telas de testes, somente levando meu computador para o lado de quem realmente estava usando pode fazer com que eu tivesse a real visão do que era melhor para o desenvolvimento.
Vai uma TV da Nokia ai?
Não tem relação com a TV Digital, mas é no mínimo curioso. Um colega de trabalho disse que quando esteve na suécia a TV do hotel era da marca Nokia. Dei uma procurada e achei:
Não sei se tem relação com a empresa da Finlândia, mas eu passo.
4 anos de EraInfo
Mais um aninho nesse bloguinho. Mais algumas opiniões, mais alguns textos, mais alguns leitores.
Esse ano o número de leitores dos feeds passou de 100. Não é pouco para um blog perdido no meio de tantos, sem um foco bem definido, sem um design chamativo, e principalmente, sem um bom editor
Então, mantendo a linha, tudo continua, com mais textos originais, com mais opiniões, e sempre, sempre, a crítica em cima dos acontecimentos. Aqui não tem lugar para aceitar tudo que aparece por ai.
Mudei um pouco o design, consegui simplificar o que já era simples.
Obrigado pela visita! Espero estar aqui por muito anos.
Rapidinha: a 10 anos….
A 10 anos atrás, eu comprava meu primeiro livro de Java
Java – Aprenda em 21 dias.
Como nessa época eu ainda não sabia comprar livros, fui descobrir depois que o livro era muito ruim!
Da série, se fosse da Apple, venderia milhões.
Vejam esse video. Da metade pra frente começa o hands-on, incrível.
Rapidinha: market share do java
Achei no blog do Givanildo Nascimento sobre o JavaOne 2008.
“85% dos celulares, 91% dos computadores pessoais e portáteis e 100% dos Playstation 3 rodam Java.“
Legal.
Porque o iPhone não me interessa, ou, mais um post sobre o iPhone
Hoje foi anunciado que a Claro vai trazer o iPhone para o Brasil, ainda esse ano. Deve ser a vigésima operadora que se cogita trazer o iPhone para cá, mas agora parece que é de verdade. A informação veio lá do México pela América Móvil (dona da Claro) e foi claramente destacado a américa latina como alvo para vender o iPhone.
Sendo o iPhone um objeto de desejo de “todo” geek, hoje já deve ter muita gente fazendo planos, pensando em preços, e já inclusive baixando os hacks. Essa notícia me deixa feliz, por saber que o Brasil não é esquecido, que tem gente que quer ganhar dinheiro por aqui e disponibiliza seus produtos e serviços. Mas o motivo de ficar feliz acaba aqui. Não quero comprar um iPhone. Esse aparelho não me interessa nem um pouco, para mim ele é um objeto como uma bolsa de grife famosa e cara (se é que pode existir uma grife, não famosa e barata).
Não quero listar aqui os problemas do iPhone, mas quero listar as melhorias que o iPhone precisar ter para que ele seja atraente para mim, que busco aparelhos pelas funcionalidades, e não pelo estilo ou estética.
- O tamanho. O iPhone precisa ser menor. Sim, o iPhone como é hoje, é um trambolho de grande. Apesar de ele ser fino (o que é bom) ele é muito grande. Eu entendo que ele é grande pela tela de 3.5 polegadas, mas essa tela poderia ser menor. Algo entre 2.8 e 3.2 polegadas fariam ele ter um tamanho perfeito.
- Os botões. O iPhone tem apenas 1 botão, que maravilha hem! Nada disso. Esse é definitivamente o caso de “it’s not a feature, it’s a bug!”. O fato do iPhone ter apenas um botão faz com que para qualquer operação seja necessário olhar para a tela. Isso é muito ruim, ainda mais porque a tela não tem retorno tátil. Então seria importante ter botões de verdade para no mínimo controle de mídias, e para tirar fotos.
- A câmera. Já disse que a câmera do iPhone é muito pior que horrível. Dá vontade de chorar vendo um aparelho tão moderno com uma câmera de 2 megapixels sem auto focus. Então, o caso é que auto focus é básico, é indispensável. Poderia ter uma câmera de 3.2 megapixel, e com auto focus ficaria perfeito. Nem precisa ser lentes de marca famosa. Uma questão que é mais software do que hardware é que tem que ser possível gravar vídeos de forma descente. Eu disse descente, nada de resolução QCIF.
- O software. O software do iPhone é maravilhoso, e eu não vou ousar falar mal. Mas ele precisa de umas melhorias, a principal é ser mais telefone e menos iPod. A Apple tem que usar a experiência que está tendo para melhorar o modo telefone do iPhone. Outro problema são os softwares de terceiros. Apesar do lançamento do SDK para o iPhone, tudo ainda é muito restritivo. A Apple bloqueia por exemplo uma aplicação de rodar em background. Não sei como vai ficar o cenário de aplicações para o iPhone, mas o fato é que o catalogo de software tem que fazer frente ao catalogo de software que o Symbian dispõe. Não vou deixar os milhares de aplicativos do Symbian por um telefone que roda meia duzia de programas de maneira limitada.
- O 3G. A possibilidade de eu comprar, atualmente, um telefone para ser meu aparelho principal, sem 3G, inexiste. Simples assim. E é bem provável que por um tempo eu nem iria usar a rede 3G, mas quando eu precisar, o aparelho precisa ser compatível. O iPhone 3G será lançado em breve? Ótimo, mas vale lembrar que era certo que ele seria lançado em janeiro e isso não aconteceu.
- O Suporte. Gosto de comprar meus telefones nas operadoras, com subsidio do preço, mesmo que com fidelidade. Então o iPhone precisa ser vendido oficialmente no Brasil, ter suporte da Apple e o desconto da operadora tem que ser generoso.
- Outros detalhes não menos importantes: Bluetooth 2.0 com A2DP e suporte a Flash no browser.
Com isso tudo eu compraria um iPhone? Depende, eu quero dizer que com todos esses recursos eu poderia colocar o iPhone na minha matriz de escolha. Ou seja, eu incluiria o iPhone entre os smartphones que eu poderia comprar, porque hoje ele não está nela.

